segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

PAIS | SUPERBEBÊS?

A possibilidade de criar bebês menos suscetíveis aos “perigos” mundanos já foi tema das obras de Hollywood. No filme “Gatacca – A experiência genética”, por exemplo, feito antes dos anos 2000 por Andrew Niccol, mostrava-se uma realidade em que pessoas geneticamente preparadas disputavam espaço com humanos “naturais”. E, claro, criava-se um contexto de verdadeiro apartheid genético, em que humanos “de laboratório” acabavam vencendo.

A revista Superinteressante deste mês traz esse tema à pauta, com um diferencial em relação ao filme: da ficção, tais possibilidades chegam à vida real. Diz a publicação que “eles serão projetados por cientistas, terão imunidade contra doenças e a aparência que os pais escolherem. Conheça os bebês de laboratório – porque um dia você vai ter um. E eles já começaram a nascer”, convida a revista.

Levanta-se aqui uma enorme discussão ética. Seria a busca por filhos ditos “perfeitos” uma causa relevante para nós? Considerando efeitos nocivos da superproteção que muitos pais de hoje adotam para educar seus filhos, a possibilidade de criar bebês programados em laboratório não seria um passo ainda mais perigoso?

O autor da Metodologia OPEE, prof. Leo Fraiman, comenta sobre isso. “É justamente esse desejo de ter mais, ser mais e poder mais que tem levado nossas crianças e adolescentes a sentirem que o mundo lhes deve. Precisamos menos de seres perfeitos e mais de educação para lidarmos com as frustrações da vida real, que tanto nos ensinam. Na tentativa de blindar a vida dos filhos, os pais lhes tiram o mérito de fazerem por si. Nem Deus, o todo poderoso, nos deu tudo... Justamente por crer que devemos nos lapidar e, nos momentos em que fazemos as coisas com amor, trazermos luz e divindade à vida.”

VOCÊ, PAI/MÃE, o que pensa sobre o real sentido da paternidade ou maternidade? Criamos filhos para a perfeição ou para a descoberta dos valores éticos, aprendendo pela superação das dificuldades e desafios inerentes à vida?

PROFESSORES | SUPERBEBÊS?

A possibilidade de criar bebês menos suscetíveis aos “perigos” mundanos já foi tema das obras de Hollywood. No filme “Gatacca – A experiência genética”, por exemplo, feito antes dos anos 2000 por Andrew Niccol, mostrava-se uma realidade em que pessoas geneticamente preparadas disputavam espaço com humanos “naturais”. E, claro, criava-se um contexto de verdadeiro apartheid genético, em que humanos “de laboratório” acabavam vencendo.

A revista Superinteressante deste mês traz esse tema à pauta, com um diferencial em relação ao filme: da ficção, tais possibilidades chegam à vida real. Diz a publicação que “eles serão projetados por cientistas, terão imunidade contra doenças e a aparência que os pais escolherem. Conheça os bebês de laboratório – porque um dia você vai ter um. E eles já começaram a nascer”, convida a revista.

Levanta-se aqui uma enorme discussão ética. Seria a busca por filhos ditos “perfeitos” uma causa relevante para nós? Considerando efeitos nocivos da superproteção que muitos pais de hoje adotam para educar seus filhos, a possibilidade de criar bebês programados em laboratório não seria um passo ainda mais perigoso?

O autor da Metodologia OPEE, prof. Leo Fraiman, comenta sobre isso. “É justamente esse desejo de ter mais, ser mais e poder mais que tem levado nossas crianças e adolescentes a sentirem que o mundo lhes deve. Precisamos menos de seres perfeitos e mais de educação para lidarmos com as frustrações da vida real, que tanto nos ensinam. Na tentativa de blindar a vida dos filhos, os pais lhes tiram o mérito de fazerem por si. Nem Deus, o todo poderoso, nos deu tudo... Justamente por crer que devemos nos lapidar e, nos momentos em que fazemos as coisas com amor, trazermos luz e divindade à vida.”

VOCÊ, PROFESSOR, o que pensa sobre a busca pela perfeição na sociedade, que se vê em inúmeras manifestações humanas? Você busca um aluno perfeito? Ou estimula que ele aprenda a evoluir por meio da superação constante?

ALUNOS | SUPERBEBÊS?

A possibilidade de criar bebês menos suscetíveis aos “perigos” mundanos já foi tema das obras de Hollywood. No filme “Gatacca – A experiência genética”, por exemplo, feito antes dos anos 2000 por Andrew Niccol, mostrava-se uma realidade em que pessoas geneticamente preparadas disputavam espaço com humanos “naturais”. E, claro, criava-se um contexto de verdadeiro apartheid genético, em que humanos “de laboratório” acabavam vencendo.

A revista Superinteressante deste mês traz esse tema à pauta, com um diferencial em relação ao filme: da ficção, tais possibilidades chegam à vida real. Diz a publicação que “eles serão projetados por cientistas, terão imunidade contra doenças e a aparência que os pais escolherem. Conheça os bebês de laboratório – porque um dia você vai ter um. E eles já começaram a nascer”, convida a revista.

Levanta-se aqui uma enorme discussão ética. Seria a busca por filhos ditos “perfeitos” uma causa relevante para nós? Considerando efeitos nocivos da superproteção que muitos pais de hoje adotam para educar seus filhos, a possibilidade de criar bebês programados em laboratório não seria um passo ainda mais perigoso?

O autor da Metodologia OPEE, prof. Leo Fraiman, comenta sobre isso. “É justamente esse desejo de ter mais, ser mais e poder mais que tem levado nossas crianças e adolescentes a sentirem que o mundo lhes deve. Precisamos menos de seres perfeitos e mais de educação para lidarmos com as frustrações da vida real, que tanto nos ensinam. Na tentativa de blindar a vida dos filhos, os pais lhes tiram o mérito de fazerem por si. Nem Deus, o todo poderoso, nos deu tudo... Justamente por crer que devemos nos lapidar e, nos momentos em que fazemos as coisas com amor, trazermos luz e divindade à vida.”

VOCÊ, ALUNO, o que pensa sobre os limites da vida e da ética? Acha que a tecnologia deve existir para satisfazer vontades ou necessidades humanas? E a vida, qual o sentido dela? Seria a perfeição? Ou a superação pelo mérito?

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

NEWS PAIS | 90 anos da Semana de Arte Moderna

O BRASIL REDESCOBERTO EM 22

‘Tupi or not tupi. That’s the question’. Por trás da paródia da frase shakespeareana, havia uma grande questão levantada por Oswald de Andrade: vamos ou não olhar para o nosso país em vez de importar conceitos da Europa?

Oswald foi um dos expoentes de um dos movimentos mais revolucionários da cultura brasileira: a Semana de Arte Moderna de 1922, que aconteceu no Teatro Municipal de São Paulo e redescobriu o Brasil nas artes visual e escrita.

Pode-se afirmar que Oswald, assim como Mário de Andrade, Anita Malfati, Tarsila do Amaral, Heitor Villa-Lobos, Di Cavalcanti, foram grandes empreendedores. Primeiro, por enxergarem a necessidade de uma arte verdadeiramente brasileira. Segundo, pela coragem de enfrentar resistências por um novo ideal.

A Semana de Arte Moderna aconteceu nos dias 13, 15 e 17 de fevereiro de 1922 e completa 90 anos mantendo uma mensagem contemporânea e pertinente aos dias de hoje: a cultura de um povo é mais rica quanto mais genuína for. Os ecos de 22, portanto, ainda podem ser ouvidos e propagados, na busca de um Brasil que nos orgulha pelo que é e pelo que podemos fazer dele, criando e transformando.

VOCÊ, PAI/MÃE, enxerga na arte uma forma de ajudar a educar seu filho? Convida-o para visitas a exposições, buscando a conexão artística com reflexões sobre a realidade atual? E sobre a Semana de 22, que tal relembrá-la e discutir seus conceitos, aproveitando a data?

NEWS ALUNOS | 90 anos da Semana de Arte Moderna

O BRASIL REDESCOBERTO EM 22

‘Tupi or not tupi. That’s the question’. Por trás da paródia da frase shakespeareana, havia uma grande questão levantada por Oswald de Andrade: vamos ou não olhar para o nosso país em vez de importar conceitos da Europa?

Oswald foi um dos expoentes de um dos movimentos mais revolucionários da cultura brasileira: a Semana de Arte Moderna de 1922, que aconteceu no Teatro Municipal de São Paulo e redescobriu o Brasil nas artes visual e escrita.

Pode-se afirmar que Oswald, assim como Mário de Andrade, Anita Malfati, Tarsila do Amaral, Heitor Villa-Lobos, Di Cavalcanti, foram grandes empreendedores. Primeiro, por enxergarem a necessidade de uma arte verdadeiramente brasileira. Segundo, pela coragem de enfrentar resistências por um novo ideal.

A Semana de Arte Moderna aconteceu nos dias 13, 15 e 17 de fevereiro de 1922 e completa 90 anos mantendo uma mensagem contemporânea e pertinente aos dias de hoje: a cultura de um povo é mais rica quanto mais genuína for. Os ecos de 22, portanto, ainda podem ser ouvidos e propagados, na busca de um Brasil que nos orgulha pelo que é e pelo que podemos fazer dele, criando e transformando.

VOCÊ, ALUNO, que tal aproveitar a data para conhecer a riqueza da Semana de 22? E que tal se inspirar nas personalidades que a empreenderam para novos olhares ao seu país, que você ajuda a construir com suas escolhas e ações?

NEWS PROFESSORES | 90 anos da Semana de Arte Moderna

O BRASIL REDESCOBERTO EM 22

‘Tupi or not tupi. That’s the question’. Por trás da paródia da frase shakespeareana, havia uma grande questão levantada por Oswald de Andrade: vamos ou não olhar para o nosso país em vez de importar conceitos da Europa?

Oswald foi um dos expoentes de um dos movimentos mais revolucionários da cultura brasileira: a Semana de Arte Moderna de 1922, que aconteceu no Teatro Municipal de São Paulo e redescobriu o Brasil nas artes visual e escrita.

Pode-se afirmar que Oswald, assim como Mário de Andrade, Anita Malfati, Tarsila do Amaral, Heitor Villa-Lobos, Di Cavalcanti, foram grandes empreendedores. Primeiro, por enxergarem a necessidade de uma arte verdadeiramente brasileira. Segundo, pela coragem de enfrentar resistências por um novo ideal.

A Semana de Arte Moderna aconteceu nos dias 13, 15 e 17 de fevereiro de 1922 e completa 90 anos mantendo uma mensagem contemporânea e pertinente aos dias de hoje: a cultura de um povo é mais rica quanto mais genuína for. Os ecos de 22, portanto, ainda podem ser ouvidos e propagados, na busca de um Brasil que nos orgulha pelo que é e pelo que podemos fazer dele, criando e transformando.

VOCÊ, PROFESSOR, o que pensa de aproveitar os 90 anos da Semana de 22 e trazer importantes discussões tidas na época, que são muito atuais? O Brasil de hoje, que cresce aos olhos do mundo, também precisa de um novo olhar e novas atitudes por parte dos brasileiros.